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Com a morte do sexto rinoceronte branco do norte, Angalifu, em Dezembro último, o planeta ficou com apenas com seis exemplares da espécie. Agora o seu sémen e tecido testicular pode ser a esperança para a continuidade da espécie.

Angalifu morreu no Zoo Safari Park de San Diego aos 44 anos de idade, onde vivia desde agosto de 1990 e já estava a receber cuidados geriátricos há algum tempo. O comunicado foi feito através da página oficial do Zoo no Facebook.

É no Quénia que vivem atualmente três animais da espécie – um macho e duas fêmeas – no santuário Old Peteja. Esperava-se que o ambiente natural os fizesse reproduzir naturalmente, mas os  responsáveis pela reserva informaram há duas semanas que tal não vai ser possível.

O próximo passo para o santuário de rinocerontes brancos do norte é fazer todos os esforços para os manter vivos à medida que se tenta a fertilização in vitro.

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Sancho Freitas / Diretor Financeiro do CS Marítimo

Sancho Freitas

A propósito de economia…

Primeiro.O país, qualquer país, precisa de consolidação e estabilidade orçamental. Sustentadas, o que implica necessariamente crescimento económico. Ora, porque 2015 fica marcado como o primeiro pós-troika, não podemos admitir tentações eleitoralistas. Porque os recursos são escassos. É sobre esta realidade que assenta toda a economia. Se assim não fosse, nem sequer desta se falaria. Mas, vinque-se… os escassos recursos são nossos.

Segundo. Desenganem-se aqueles que pensam que a competitividade e o crescimento do nosso Centro Internacional de Negócios dependem apenas de estabilidade e de uma reduzida taxa de IRC. Não o é. Diversas outras praças europeias podem oferecê-lo, sem os nossos bastos constrangimentos geográficos. O sucesso da nossa praça depende da competitividade da nossa taxa de IVA. Chamariz para a instalação de empresas prestadoras e exportadoras de serviços. E essencial, juntamente com uma dinâmica permanente da atividade turística, para podermos ambicionar taxas de crescimento ao nível das verificadas num passado recente.

Terceiro. Acessibilidades. Constrangimentos do PAEF à parte, defendo – isoladamente, reconheço – que se promova o surgimento de uma companhia aérea madeirense. Mas sou contra a entrada da RAM no capital da SATA. Defendo uma só nossa, ou controlada por nós, pensada e negociada com a República, vocacionada para combater a usura hoje praticada nas viagens entre a Região, Lisboa e Porto, mas também cuidada para as comunidades e orientada para as necessidades da nossa atividade turística. E não é tão oneroso como se poderá, à partida, pensar. Desafio os responsáveis a fazer contas. Aos encargos e aos benefícios.

A propósito de política…

Cai o pano sobre um ciclo da vida política regional. O único que muitos madeirenses conheceram. Tudo na balança, a verdade é que foi um período de desenvolvimento acelerado. Pena que, há meia dúzia de anos, quando o contexto socioeconómico se alterou, se tenha, por ação ou omissão, tentado perpetuar o que se sabia ser efémero. Saiu caro. Que nos sirva de lição. A todos.

Novo ciclo. Nos cargos públicos, precisamos mais do que nunca dos melhores. Dos mais competentes e dos mais capazes. Dos mais responsáveis. O próximo Governo Regional deve valorizar devidamente o Parlamento regional. E o Parlamento tem de se valorizar a si próprio. E, se tudo o resto falhar, compete-nos garantir que assim é. A todos.

A propósito de nada…

 Cansado, um viajante decidiu pedir comida e guarida numa casa que encontrou pelo caminho. Convidado a entrar, ficou surpreso com a ausência quase total de mobília.

– “Onde estão os seus móveis?” Perguntou o viajante.

– “E onde estão os seus?” Retorquiu o dono da casa.

– “Os meus? Mas eu estou aqui só de passagem.”

– “Eu também!”

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O karting chegou ao Funchal e pela primeira vez na Madeira será praticado num recinto fechado. “Indoor Madeira Kart” é assim que se intitula uma iniciativa inédita na Região e que se traduz na implementação de uma pequena pista de karting num dos dois pavilhões do Madeira Tecnopolo. As portas abrem já esta sexta-feira a partir das 18 horas.

O contrato com a empresa MadKart é válido para os próximos três anos, o que significa que, pelo menos, até 2018 os madeirenses vão poder sentir um pouco da adrenalina do karting sem terem de se deslocar à pista do Faial.

“Este é, realmente, um sítio privilegiado. As dimensões são diferentes da pista do Faial já que esta tem 300 metros e a do Faial tem 1000 metros, mas a pista foi desenhada no computador e foram tidos todos os cuidados desde o desenho das curvas até ao aspeto da segurança” explicou ao AgoraMadeira um dos sócios da MadKart João Mata.

O “Indoor Madeira Kart” vai abrir as portas às sextas, das 18 às 22 horas, e nos fins de semana e feriados, sempre das 10 às 22 horas. O aluguer de karts abrange preços mínimos de 12 euros, enquanto que as corridas terão um custo mínimo de 18 euros. As provas destinadas às empresas têm orçamento variável consoante o número de participantes.

PRIMEIRO CONTACTO COM A MODALIDADE

“Os preços são acessíveis e a ideia passa por promover o karting e tentar levá-lo aos mais novos para que estes ganhem o gosto e no futuro, quem sabe, até possam integrar o campeonato regional que está a precisar de mais pilotos”, realçou o responsável pela iniciativa que espera que o Tecnopolo sirva para um primeiro contacto com a modalidade.

Recorde-se que a última vez que o karting esteve no Funchal foi nos finais da década de 90 na Escola Francisco Franco mas na altura sem uma pista nem com as condições que vão passar a existir no Madeira Tecnopolo.

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A Polícia Nacional de Angola admitiu a existência de mais de meio milhão de imigrantes ilegais no país, classificando a situação como uma “invasão silenciosa” e garantindo prioridade no combate ao problema, anunciou ontem o jornal ‘O País’.

A posição foi assumida pelo segundo comandante nacional daquela força policial, Paulo de Almeida, que admitiu que a imigração ilegal é uma das principais preocupações das autoridades para 2015.

“Queremos ter um país tranquilo e ordeiro. Nós vamos continuar a fazer as nossas operações de combate à imigração ilegal, que preocupa a nossa sociedade. É preciso ver que Angola está sofrendo uma invasão silenciosa”, apontou o oficial.

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O corpo de uma cidadã britânica, desaparecida desde novembro do ano passado, foi encontrado na terça-feira à noite, enterrado no quintal da casa onde residia, em Portimão, Algarve, anunciou a agência Lusa fonte policial, esta terça-feira à noite.

O marido e principal suspeito também tem nacionalidade britânica. A vítima terá entre 60 e 70 anos. A investigação vai continuar a cargo da Polícia Judiciária.

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A proteção civil açoriana e o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) informaram esta terça-feira que se mantém a atividade sísimica de baixa magnitude “acima dos valores normais de referência” nas Furnas, ilha de São Miguel.

Depois de só no domingo passado terem sido registados 48 pequenos sismos, ao longo de segunda-feira ocorreram mais nove, subindo o total de eventos para 57, segundo a última atualização feita pelo Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) e o CIVISA, que não observaram danos.

Três destes sismos foram sentidos nas Furnas, com intensidade máxima II/III (escala de Mercalli Modificada), um deles no domingo de manhã e os outros dois na segunda-feira, às 18h19 e às 22h48 locais (uma hora mais tarde em Lisboa). Estes três sismos tiveram magnitude entre 1.8 e 2.0 na escala de Richter e todos com epicentro entre quatro e cinco quilómetros a oeste das Furnas.

FONTE: Correio da Manhã

 

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As crianças que têm acesso a tablets ou smartphones nos seus quartos dormem menos do que as crianças que não têm acesso a estes dispositivos à noite, conclui um estudo norte-americano divulgado nesta segunda-feira.

 As conclusões da investigação publicadas na revista Pediatrics mostram que ter um chamado “pequeno ecrã” à mão é pior do que ver televisão, no que toca à falta de sono, de acordo com a observação de 2000 crianças em idade escolar.

No geral, aqueles que têm acesso a tablets ou smartphones dormem menos 21 minutos por noite em comparação com os que não usam essa tecnologia e têm mais probabilidade de acusar falta de sono. Já as crianças com televisão no quarto dormem menos 18 minutos do que as que não têm esses aparelhos na mesma divisão em que dormem.

“A presença de pequenos ecrãs, mas não de televisão, no ambiente de sono, está associada com a percepção de descanso ou sono insuficiente”, indica o estudo de Jennifer Falbe, da Universidade da Califórnia.

FONTE: Jornal Público

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Dois aviões privados de Elvis Presley estão à venda. Lisa Marie, personalizado pelo norte-americano em homenagem à sua filha, e Hound Dog II, vão a leilão.

A casa de leilões Julien Auction´s é o palco das licitações aos aviões do mítico cantor. O leilão está a decorrer sob a forma de propostas em carta fechada. Os aviões estão a ser vendidos como um lote com opção de compra de um terreno ao lado de Graceland para que continuem em exposição, já independentes do Museu Presley.

Hound Dog II é o nome de um dos jactos em licitação, comprado por Presley em 1975, dois anos antes da sua morte. O outro, o Lisa Marie foi comprado por Elvis no mesmo ano. O cantor pagou 300 mil dólares para a sua remodelação, de modo a incluir uma suite master com uma cama grande, uma sala de conferências e uma casa de banho com detalhes a ouro.

O avião comprado por Elvis foi em homenagem à sua filha. O último voo foi para transportar a sua ex-mulher Priscilla Presley e o actor George Hamilton, no seu funeral.

Ambos os jactos estavam em exposição em Graceland há cerca de 30 anos para que os fãs do cantor os pudessem visitar. Antes de ser adquirido por um consórcio para que fosse exibido, o Lisa Marie foi vendido em 1978 e teve dois proprietários.

O cantor faria 80 anos no dia 8 de Janeiro se fosse vivo, por isso 2015 será um ano de celebrações. O leilão realiza-se pelo fim do acordo de joint venture, que permitiu que os aviões fossem expostos.

FONTE: Jornal i

 

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A segunda fase da obra de remodelação do estádio dos Barreiros arranca a partir do próximo dia 19, apurou o AgoraMadeira. Assim, logo depois do jogo com o Benfica marcado para o dia 18 deste mês, vai iniciar-se a demolição da “velhinha” bancada central.

O processo será algo delicado tendo em conta a pala do recinto, não estando a prevista a utilização de explosivos de forma a salvaguardar o relvado. Será então através do recurso a máquinas que a antiga cobertura da principal bancada do “Caldeirão” vai deixar de existir.

Apesar da demolição total da bancada central, irão ser construídas duas torres provisórias de forma a permitir que os profissionais das estações televisivas possam continuar a trabalhar daquele lado da infra-estrutura.

«MARCO HISTÓRICO PARA O MARÍTIMO E PARA A REGIÃO»

Ao AgoraMadeira, o presidente do Marítimo Carlos Pereira destacou a importância do último do último dia 3, marcado pela realização do primeiro jogo oficial com as novas bancadas operacionais, aquando da receção ao SC Braga.

«Este dia foi mais um marco histórico na vida do Marítimo, na vida de Região, com uma infra-estrutura para ser realizada diariamente e não de 15 em dias», realçou. O mesmo sentimento tinham os adeptos.

«Este foi um dia muito importante para o Marítimo. O estádio está uma maravilha! Cheguei a pensar que não ia ver o estádio pronto e já não falta muito», exaltava Rui Alberto, adepto do Marítimo, esperançado no arranque da segunda fase da obra.

Gonçalo Santos/Profissional de Comunicação

Estou sentado em frente à praia, em Santa Cruz. O dia nasceu magnífico. O ano nasceu magnífico. O mar é de Verão. Apetece descer o areal e mergulhar.

(À minha volta, toda a gente dorme)

A Patrícia pediu-me para escrever um texto de opinião até dia 5. Confesso, fiquei entusiasmado por poder dar um pequeno, ínfimo, contributo ao projeto da Patrícia e do Sérgio.  Porque gosto deles.

Pensei escrever sobre política, sobre o Miguel e o Víctor e o Zé e o Roberto e o Edgar, mas são 10 e tal do primeiro dia de 2015 e o sol está aberto e da esplanada, vejo a linha de costa até Peniche. O mundo está em paz. Até o combate mais acirrado exige tréguas, de quando me vez, e as tréguas servem para pensarmos na pertinência dos combates que travamos.

(À minha volta, toda a gente dorme. Com exceção dos três cães da casa, já em roda viva).

Também me passou pela cabeça fazer uma antevisão do ano que começou, misturando os meus parcos dotes advinhatórios com alguma dose de cinismo e com um pouco de experiência de vida.

Alguém corre na praia. As ondas sucedem-se. Diz-se que a sétima é sempre a maior mas ninguém nos diz quando começa a contagem. Hoje, fazer a antevisão do ano seria como descobrir qual a sétima onda sem saber, sequer, qual foi a primeira.

(Sinto frio nas mãos. Com a idade, começa-se a sentir mais frio. Sobretudo nas mãos, quando se insiste em mante-las desprotegidas.)

O texto está bom, mas não é objetivo, disse-me o meu pai,  quando há uns dias lhe mandei um artigo para que me desse a sua opinião. Era verdade. Tão verdade, como a minha falta de vontade em muda-lo.  Para me defender, lembrei-me da Clarisse Lispector:

“O que me tranquiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fracção de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão é-nos tecnicamente invisível. Apesar da verdade ser exata e clara em si própria, quando chega até nós torna-se vaga, pois é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição”.

O texto, pai, justifica-se por si próprio. A Clarisse, pai, esclarece as minhas fugas à objetividade e à exatidão absolutas. Porque a verdade não as exige e eu, em abono da própria, não pretendo mais do que a minha verdade, ou antes, não quero mais do que ser honesto comigo.

Primeiro de Janeiro de 2015. O mundo está em paz. No areal, alguém observa as ondas que se sucedem, observando assim a vida a acontecer. Olhar para as ondas é sair de nós. É como pairar sobre o mundo e de fora, mirar a eterna sucessão de acontecimentos, sempre iguais sob diferentes roupagens.

Uma criança passeia um cão pachorrento. Leva um pau na mão, para o atirar. O cão irá agarrá-lo e devolvê-lo. A criança voltará a atirar o pau. O cão correrá, apanha-lo-á no ar e devolve-lo-á. A criança repetirá o gesto inicial. O cão agirá como é suposto. Criança, cão, mulher são a prova do eterno retorno.

Há objetividade na sucessão de ondas que a mulher observa? Há objectividade no próprio ato de observa-las? A objetividade está no cão que corre atrás do pau ou na criança que o atira? Não sendo objetivos, não serão todos estes acontecimentos verdadeiros?

Não será este texto tão verdadeiro como o ano que nasceu? Tão verdadeiro como o pau atirado, como a criança que o atira, como a mulher bonita que observa as ondas, como a costa recortada que faz Peniche parecer tão perto, como o sol que agora me aquece as costas, como o casario branco que cerca a praia, como o cigarro que acendo?

Primeiro de Janeiro de 2015. O dia nasceu magnífico. O ano nasceu magnífico. O mar é de Verão. Apetece descer o areal e mergulhar. O mundo está em paz. Deixemos a humanidade à sua ordem natural, como dizia o Almada Negreiros. Porque “a única maneira de equilibrar a esfera no ar é deixa-la estar no ar como a pôs Deus Nosso Senhor, às voltas à roda do sol, como a lua às voltas de nós e assegurada contra todos os riscos dos disparates da humanidade”.

Desculpem, Patrícia e Sérgio, se este texto não se enquadra nos pressupostos . Prometo ser mais objetivo nos próximos, mas não sei se tão verdadeiro.