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O especialista em Medicina Legal, José Pinto da Costa, considerou, esta sexta-feira no Funchal, que a eutanásia, é uma questão de grande complexidade ética, deve ser pensada, repensada e muito debatida, deixando um alerta para os riscos inerentes a esta prática, nomeadamente o seu uso como técnica de higienização social.

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José Pinto da Costa falava no âmbito de um jantar-debate organizado pela Confraria  Cavalheiros da Tábua Redonda.

“Se fizéssemos uma legislação sobre eutanásia, teríamos de focar três aspectos: a eutanásia ativa (suicídio assistido), a passiva (que resulta da decisão do médico) e a involuntária (que não teria em conta a vontade do doente). São propostas que andam por aí”, disse.

O conhecido médico legista desafiou os convidados a definirem a sua posição sobre a eutanásia, alertando-os para a necessidade de estar a ser uma questão de grande complexidade que deve ser pensada, repensada e muito debatida para que as pessoas possam, se forem chamadas a pronunciar-se de alguma maneira, “perceber aquilo que estão na realidade a escolher”.

Para Pinto da Costa, um dos principais riscos da eutanásia é que a prática venha a ser usada como método de higienização social, ‘legalizando’ a aniquilação dos mais fracos. “Imagine-se, numa hospital com falta de camas, se o médico praticar a eutanásia aos mais velhos ou mais doentes… ainda concordariam com a eutanásia?”, questionou.

Pinto da Costa foi o orador convidado para mais um jantar da Confraria Cavalheiros da Tábua Redonda que juntou 102 pessoas, no Casino da Madeira. Durante o debate, o médico legista respondeu, sempre com muito humor, às inúmeras questões que versaram sobre a morte, com temas mais ou menos científicos.

 “Quem tem medo da morte deve fazer um exame existencial e começar a viver bem a vida”, concluiu o especialista.

Para o confrade António Cartaxo, a vinda de Pinto da Costa à Região foi de extrema importância, no sentido de permitir um aperfeiçoamento dos conhecimentos e a desmistificação da morte. A Confraria Cavalheiros da Tábua Redonda segue com os debates mensais. José Júlio, Alferes de Abril e administrador Medical Center, é o próximo convidado. Em cima da mesa, vai estar o tema ‘Abril: Ontem e Hoje’.

Patrícia Gaspar / AgoraMadeira

De onde venho, o ato de votar sempre teve muita solenidade. Homens e mulheres encaravam-no como um dever, apesar de o sentido de voto se assimilar quase a uma escolha futebolística, fiéis a um partido e quase indiferentes à diversidade e ao debate eleitoral.

Sobre isso, todos já ouvimos frases como ‘pior do que não votar é não saber fazê-lo’ ou até teorias mais radicais apologistas de cingir o voto aos alfabetizados.

Para a minha avó, votar era um dever tão importante quanto ir à missa. Por isso, aperaltava-se na sua mais distinta roupa para ir às urnas, impingindo a esse momento um grande sentido de responsabilidade que infelizmente – e esta é apenas a minha perspetiva pessoal – não foi herdado pela minha geração.

Puxando a conversa para as senhoras, numa altura em que se celebra efusivamente o Dia da Mulher, não votar é um contrassenso. Porquê abdicar de um direito que custou tanto a conquistar, colocando-se voluntariamente à margem de decisões que determinam o nosso futuro?

No primeiro ato eleitoral da República, em 1911, era permitido o voto a todos os chefes de família que soubessem ler. Ao analisar a lei prevista na Constituição de 1911, Carolina Ângelo, médica, viúva, e por isso, chefe de família, verificou que esta não especificava o género, tendo lutado pelo direito a voto.

No ato eleitoral de 1913, as mulheres já não puderam votar graças à reformulação da legislação que especificava que apenas os homens o podiam fazer. Em 1928 o direito da mulher a votar foi uma das reivindicações fundamentais do Congresso Feminino de Portugal, mas só em 1931 Salazar determinou que as mulheres podiam votar desde que tivessem cursos secundários ou superiores, enquanto que aos homens bastava saber ler e escrever.

Se, nos dias que correm, homens e mulheres podem votar livremente. Cabe-nos a todos combater a banalização desse direito cívico, não apenas em respeito por todos quantos lutaram, no passado, pelo direito a voto sem discriminação, mas porque esta é a única forma de participarmos democraticamente e intervirmos no futuro do nosso País.

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O Armazém do Mercado apresenta este fim de semana um conjunto de propostas que destacam a música.

No sábado, e para além do habitual Mercadinho Biológico que terá lugar das 10h00 às 14h00 com os habituais produtores madeirenses, à tarde, às 18h00, a praça do Armazém será o palco para um espetáculo a solo do músico Guilherme Órfão. ‘Utilizando os cordofones madeirenses – braguinha, rajão e viola de arame – criam-se novas sonoridades com recurso a pedaleira, loop station e stompboxes. Desde um bailinho até ao jazz, os cordofones madeirenses são a base do projeto que os usa com novas sonoridades.’

No domingo a música continua. A partir das 11h00, os STG Dance Crew Kids voltam a animar a praça com as batidas do Hip Hop. Estarão presentes cerca de 15 membros para dinamizar a manhã.

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Com o desenrolar das obras no estádio dos Barreiros, a entrada até agora provisória na Porta 7, ou seja, aquela que dá acesso ao Topo Sul, deverá, finalmente, estar concluída em breve, possivelmente ainda a tempo do Marítimo-FC-Porto do próximo dia 2 de Abril, referente às meias-finais da Taça da Liga.

O acesso ao recinto naquela área era feito até agora pelo interior da garagem o que deixará, assim, de acontecer.

Referência ainda para o facto de os escritórios da obra terem passado para o parque de estacionamento junto ao estádio, vulgo “galinheiro”., beneficiando assim os trabalhos da segunda fase da obra.

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Foto: Organização MIUT - O AgoraMadeira esteve em destaque durante a apresentação da prova

Foi numa sala da Reitoria da Universidade da Madeira bem composta que a organização do Madeira Island Ultra Trail (MIUT) apresentou o evento que se realiza no próximo dia 11 e que este ano bate todos os recordes, quer em termos de participantes, quer no número de voluntários. A prova, recorde-se, está pela primeira vez integrada no World Tour, mesmo que ainda não pontue para o ranking mundial, o que irá acontecer em 2016.

Contagem decrescente para a edição histórica do Madeira Island Ultra Trail! Histórica porque vai bater recordes em todas as frentes e porque o evento reforça este ano o seu carácter internacional com a integração no World Tour onde apenas cabem 12 provas em todo o Mundo.

Segurança e saúde são as palavras de ordem para o sétimo MIUT que terá também um gabinete de imprensa composto por quatro jornalistas, o que é uma novidade para 2015. Durante a apresentação, o diretor de prova Nuno Gonçalves começou por destacar a integração no World Tour “que só se deve às boas condições para a prática da modalidade e ao trabalho feito nos últimos anos.”

A subida exponencial do número de participantes e de voluntários de ano para ano, principalmente a partir de 2011, foi também sublinhada, sendo certo que nesta edição vão competir 1329 trailers de 36 países dos quatro cantos do Mundo. “Para além de Portugal, Espanha, Alemanha, Suiça, Reino Unido, Polónia e França são alguns dos países mais representados”, realçou. Quanto aos voluntários, já estão perto de atingir os 600, o que é um número superior a 2014. Os dados estão lançados e o diretor de prova confia: “Tudo se conjuga para termos um grande evento!”

Foto: Lídia Silva
Foto: Lídia Silva

POR CADA EURO GASTO HÁ OITO EUROS DE RETORNO

Ficou, contudo, o lamento pelos poucos apoios públicos dados ao evento, “apesar do grande retorno que a prova dá à Madeira. “Nuno Gonçalves assegura: “Por cada euro gasto nesta edição de 2015, teremos oito euros de retorno.” O problema, reforça, é o facto de a organização ter obrigatoriamente de assumir despesas, quer em materiais, quer em serviços contratados, e por isso estar agora “com um saldo negativo.”

Dorita Mendonça representou a secretaria do Turismo na apresentação e constatou que “sem apoios públicos não seria possível organizar o evento”, embora tenha reforçado a importância “dos recursos humanos que não foram contabilizados” nesta temática relacionada com a parte financeira do evento.

Da parte da Reitoria da Universidade da Madeira, o vice-reitor José Manuel Baptista elogiou o esforço da organização para realizar a prova e disse ser “um orgulho” a parceria da UMa com o MIUT.

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O Clube Naval do Funchal abriu um departamento denominado por «Madeira Surf Ski Center» com o objetivo de realizar diversas atividades relacionadas com a canoagem. Entre elas estão cursos de ATL para jovens a partir dos 8 anos, aulas de iniciação individuais, aulas de iniciação para grupo, competição, sessões Downwind e ainda aluguer e vendas de equipamentos

Os monitores responsáveis por este departamento são o canoísta de alto rendimento David Fernandes, licenciado em Educação e Física e Desporto, e Humberto Fernandes, conceituado treinador de Nível 2, e licenciado em Educação Física e Desporto. João Câmara treinador de canoagem nível 2, é outro técnico que está associado ao projeto.

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Cerca de uma centena de membros da ITRA num total de 25 países estiveram representados na importante Assembleia-Geral da Associação Internacional de Trail Running, do último dia 22, em Paris. Portugal foi representado pelo diretor de prova do Madeira Island Ultra Trail Nuno Gonçalves.

“A ITRA já conhece e tem informações precisas acerca do Madeira Island Ultra Trail. Gostaria de realçar a projeção e a notoriedade que a prova já tem porque mesmo no seio desta assembleia, onde estão presentes os principais organizadores mundiais, constatei com bastante agrado que o MIUT é já uma prova bastante conhecida lá fora”, congratula-se Nuno Gonçalves, ao AgoraMadeira.

O dirigente sublinha a importância da promoção do destino Madeira através da própria promoção da prova. “Todos os vários organizadores que falaram comigo tinham conhecimento e deram-nos também os parabéns pela prova. A promoção que temos feito, as imagens e os vídeos que temos mostrado na internet, têm sido importantes para promover o evento e a Região”, realça.

A promoção das regiões ou dos locais onde as provas se realizam é mesmo uma filosofia que está subjacente ao trail running, modalidade que vai bem mais além da parte desportiva. Em Portugal, destaca Nuno Gonçalves, tem havido um crescimento assinalável nos últimos anos.

“No nosso país, o trail running está acima da média do que se faz lá fora. Não há fim de semana em que não haja uma prova de trail e sempre com muita adesão”, salienta.

Sobre o que foi dito durante a Assembleia-Geral, destaque para a análise dos dados relacionados com a evolução do número de praticantes e de eventos organizados que comprovaram que “o crescimento tem sido enorme”, principalmente nos últimos cinco anos.

O FORMATO E OS REQUISITOS DAS PROVAS DE TRAIL RUNNING

Na AG, foi feita a eleição do próximo Comité Executivo da ITRA e de 17 organizadores que terão assento na assembleia. Foram também analisados alguns relatórios referentes ao desenvolvimento da modalidade na Europa e no Mundo. “Focou-se muito a análise nos Estados Unidos que já têm 30 e 40 anos de história na organização de provas de trail”, destaca Nuno Gonçalves.

O formato das provas também foi analisado, assim com os itens que estas têm de ter para serem devidamente homologadas. “Atualmente, como o trail running ainda não é uma modalidade reconhecida oficialmente e não está debaixo do chapéu de uma federação, qualquer entidade pode organizar uma prova de trail running. A atenção e o cuidado que a ITRA está a ter tem a ver com o formato da provas e nos requisitos que estas têm de respeitar, nomeadamente na área da segurança e da saúde. São dois itens extremamente importantes tendo em conta a grande distância e exigência das provas, principalmente as Ultras”, conclui o responsável.

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A 6ª edição do Festival do Pão-de-ló e Doces Tradicionais está de regresso a Felgueiras. O certame que decorre durante este fim-de-semana  atrai anualmente milhares de pessoas.

Os Claustros do Mosteiro do Pombeiro foram o palco escolhido para a realização da edição deste ano do Festival do Pão-de-ló, uma efeméride que se realiza habitualmente no fim-de-semana que antecede a Páscoa.

O evento regista forte procura e constitui, para muitas pessoas, uma oportunidade para comprar os doces tradicionais da Páscoa, já que as três dezenas de expositores têm ao dispor dos visitantes vários tipos de pão-de-ló e doces tradicionais, bem como vinho verde produzido no concelho.

O festival concilia as vertentes gastronómicas e cultural. Para além da venda de doces e da animação musica são ainda promovidas visitas ao Mosteiro do Pombeiro.

Comprove você mesmo: siga a receita
Um doce tipicamente português, o pão-de-ló é uma verdadeira delícia. Se puder, não deixe de experimentar esta receita de Neuza Costa.

Ingredientes para 12 fatias:

  • 6 ovos
  • O mesmo peso dos ovos em açúcar
  • Metade do peso dos ovos em farinha de trigo
  • Raspa de 1 limão

Preparação:

1. Parta os ovos e separe as gemas das claras
Às gemas, junte o açúcar e a raspa de limão.
Bata muito bem até que fique uma gemada esbranquiçada.

2. Bata as claras em castelo até que fiquem bem firmes.
Alternadamente, envolva a farinha e as claras com a gemada.

3. Numa forma com burado no meio, previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha, coloque a massa.

4. Leve ao forno pré-aquecido nos 175º e deixe cozer entre 35 e 40 minutos.
Depois do pão de ló cozido, retire e desenforme.

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A atriz que deu corpo à Avó Chica da Rua Sesámo, Fernanda Montemor, morreu, esta madrugada.

Fernanda Janeira de Sobral Pereira estreou-se no Teatro Ginásio, em Lisboa, na companhia Alves da Cunha, na década de 1950, e integrou depois o Teatro do Povo, dirigido por Francisco Ribeiro (Ribeirinho).

A atriz morreu hoje de madrugada, disse à agência Lusa fonte dos Artistas Unidos, companhia em que trabalhou.

Fernanda Janeira de Sobral Pereira estreou-se no Teatro Ginásio, em Lisboa, na companhia Alves da Cunha, na década de 1950, e integrou depois o Teatro do Povo, dirigido por Francisco Ribeiro (Ribeirinho).

A partir de 1956 trabalhou no Teatro da Trindade com Orlando Vitorino e Azinhal Ribeiro, tendo interpretado Federico García Lorca, Anthon Tckekóv, Nocolau Gogol, Gil Vicente, Shakespeare e Bernard Shaw, entre outros.

Durante a década de 1980 ficou conhecida de uma geração mais nova como a Avó Chica da produção televisiva “Rua Sésamo”.

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Um casal foi multado depois de ter sido fotografado fazendo sexo em cima de uma moto em movimento. O caso aconteceu em Goa, na Índia.

O desinibido casal ganhou projeção mundial após o deputado indiano Vishnu Surya Wagh compartilhar a foto em seu Facebook. Com base nessa foto,  a polícia conseguiu identificar e prender a dupla.

Wagh ainda brincou na legenda da foto: “Faça sexo andando de moto. Ninguém vai impedi-lo. Essa é Goa”.