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Com popularidade crescente entre os madeirenses, o trail running está também a atrair cada vez mais visitantes à ilha. Esta prática desportiva consiste essencialmente em correr por trilhos técnicos, muitas vezes inacessíveis de outra forma.

Caraterizado por grandes desníveis e elevada dureza, o trail running contempla diversos níveis de dificuldade, possibilitando a adesão de diversas faixas etárias. trail2

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Paulo Rodrigues pratica e recomenda o trail running.

Paulo Rodrigues é praticante da modalidade e recomenda vivamente. “O prazer de andar pela montanha e desanuviar do stress do quotidiano. Além disso, o desafio de conseguir fazer um percurso longo… Numa palavra: superação”, explica o madeirense, acrescentando que “mais do que competir com os outros, no trail compete-se connosco próprios”.

Para além do bem-estar psicológico e físico, o trail running tem ainda a vantagem de ser uma prática desportiva acessível a todos os bolsos. “O fundamental é ter uma boa sapatilha, pois  vai proteger as articulações dos impactos consecutivos durante quilómetros… Conseguimos fazer trail com um orçamento reduzido”, sublinha Paulo Rodrigues que elege o Chão da Ribeira, situado a uma altitude de 300 metros de altitude, e a subida até aos 1500 metros, nos Estanquinhos, como os seus locais favoritos para praticar trail. Encumeada, Pico Ruivo e Pico do Areeiro também são boas opções.

“A Madeira tem excelentes condições, muito desnível em curtas distâncias. Lá fora, só conheço Mont Blanc e tem paisagens fabulosas… É a Meca do trail”, conclui Paulo Rodrigues.

Em  Abril próximo, a ilha da Madeira acolhe o MIUT – Madeira Island Ultra Trail 2015, uma prova que conta já com 680 participantes, 265 dos quais estão inscritos na prova principal. trail 3

Sob a organização do Clube de Montanha do Funchal, este evento vai figurar, pela primeira vez, no calendário 2015 do UTWT (Ultra Trail World Tour), um restrito circuito mundial de apenas 12 provas, distribuídas pelos 5 continentes, cuja supervisão cabe ao ITRA – Internacional Trail Running Association, da qual o clube organizador é associado.

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O ditado popular ‘Uma mentira mil vezes repetida torna-se verdade’ parece ser agora comprovado por especialistas. Segundo o psicólogo britânico Richard Sherry, “embelezar a verdade” para impressionar os amigos no Facebook pode criar falsas memórias. Quando se inventa factos no Facebook, corre-se o risco de passar a acreditar neles?

Segundo o Telegraph, especialistas revelam que um quinto dos jovens admite que o seu perfil online tem poucas semelhanças com a realidade e que as suas memórias de eventos passados foram distorcidas pelas suas próprias fabricações. Os jovens adultos, entre os 18 e os 24 anos, admitem raramente dizer a verdade no Facebook sobre as suas relações ou promoções no trabalho. E mentem até sobre as férias.

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Em entrevista à TVI, José Sócrates afirmou nunca ter sido confrontado com factos ou provas no processo que o levou ser preso preventivamente. “Esta prisão preventiva é ilegal”, declarou.

O ex-primeiro-ministro português garantiu que, apesar da insistência, ninguém lhe disse que “quando e como” foi corrompido, “onde ou sequer em que país do Mundo essa corrupção aconteceu”. Segundo o ex-governante, Carlos Santos Silva apenas lhe emprestou dinheiro.

Detido preventivamente em Évora, Sócrates respondeu por escrito  a várias questões colocadas pela estação televisiva TVI. “Dou esta entrevista em legítima defesa, contra a sistemática e criminosa violação do segredo de justiça, e contra a divulgação de informações manipuladas, falsas e difamatórias”,  justificou.

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A Madeira figura entre os distritos com maior número de vítimas mortais em 2014. Dados avançados à agência Lusa pela PSP revelam que Lisboa é a zona do País com maior número de acidentes mortais, (29 mortos), seguindo-se o Porto (11), os Açores (oito), a Madeira (seis), Coimbra (cinco) e Braga (quatro).

A PSP registou 13.314 acidentes rodoviários e 79 vítimas mortais em 2014, o que representa uma diminuição de 94 acidentes e 21 mortos em relação ao ano anterior, segundo anunciou hoje a agência Lusa.

Comparativamente a 2013, a Polícia de Segurança Pública registou menos 94 acidentes, menos 21 mortos, menos 31 feridos graves e menos 115 feridos ligeiros.

Os distritos que registaram um maior decréscimo de sinistralidade rodoviária no ano passado em relação a 2013 foram Viseu, com menos 18% de acidentes, Portalegre, com menos 13%, Braga e Bragança, com menos 11%, e Setúbal, com menos 8%.

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Será que podemos caminhar em Júpiter? Seria impossível por várias razões.

Júpiter é uma enorme bola de gás, 11 vezes maior que a Terra. Devido à força da gravidade, ao penetrar na atmosfera, o gás torna-se mais denso. Nenhuma máquina criada pelo homem seria capaz de suportar a pressão e manter o equilíbrio.

Não existe solo em Júpiter, só gases. Pelo facto de a sua gravidade ser enorme um ser humano pesaria milhares de toneladas. Júpiter é muito turbulento e possui tempestades eletromagnéticas inimagináveis para os padrões da Terra.

FONTE: www.sitedecuriosidades.com

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Afinal, o tão falado chá das 5 é português. Este ritual tipicamente associado aos ingleses foi popularizado em Inglaterra por Catarina de Bragança, filha de D João IV e esposa de Carlos III de Inglaterra. Em 1660, Catarina já organizava ‘Tea Parties’!

Reza a história que mal chegou a Londres, Catarina terá pedido um chá, mas esta bebida, oriunda das colónias lusas na China, não era conhecida pela corte inglesa, o que a levou a ordenar às damas de companhia que ensinassem às serviçais inglesas como se preparava um chá com ervas que haviam levado na bagagem.

Alguns especialistas atribuem também a Catarina a substituição dos pratos e canecas de metal, usados pela nobreza inglesa naquela época, pelas peças de porcelana chinesa.

Os chineses descobriram o chá, mas foi Catarina de Bragança que o levou para Londres. Em Portugal continental, o hábito volta a estar na moda. Na Madeira esta iguaria faz as delicias de visitantes e residentes e, nos Açores, a fábrica de Chá Gorreana, que funciona ininterruptamente desde 1883, continua a prestigiar o nosso País. Diz-se que é aqui produzido o mais antigo chá lusitano. Que é delicioso, isso é garantido e comprovado.

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Instalado na Praia Formosa até ao próximo dia 11, o Circo Mundial enfrenta uma forte quebra nas receitas de  bilheteira. Rui Mariani, dono do circo, fala numa redução de 50% ao nível das entradas, comparativamente ao ano passado, e aponta o dedo à Câmara Municipal do Funchal (CMF).

“É simples. Este ano, o partido PAN e a Câmara do Funchal decidiram proibir os animais no nosso circo, uma deliberação em relação à qual discordamos totalmente e temos muitas dúvidas de que seja legal. Isso é o que está, naturalmente, a trazer enormes prejuízos”, lamenta Rui Mariani.

O empresário diz-se injustiçado e acusa a Câmara e o PAN de terem difamado o Circo Mundial, utilizando meios publicitários onde se insinua maus tratos animais ao invés de usarem esses mesmos instrumentos para colmatar os prejuízos causados.

“Usaram mupies com a imagem tratada de uma leoa que nada tem a ver connosco. Deviam era ter ajudado o circo, informando que, apesar de não haver animais, o espectáculo circense mantém grande qualidade”, refere.

Ainda a ponderar se regressa à ilha no próximo ano, Rui Mariani decidiu encetar, há cerca de uma semana, uma espécie de referendo à utilização de animais nos espetáculos circenses, tendo reunido já cerca de 300 assinaturas pelo sim e 70 pelo não. A ideia é apresentar ambas as recolhas à Câmara liderada por Paulo Cafôfo.

“Temos 270 assinaturas pelo sim e 70 pelo não. Parece-me clara a posição dos madeirenses em relação a este assunto. Devo acrescentar que muitas das pessoas que assinaram pelo não, escreveram que concordariam com os animais no circo se fossem bem tratados. Ora, isto é sem dúvida o resultado da publicidade contra o circo”, declara Rui Mariani, garantindo que nunca permitiu qualquer atitude de maus tratos aos animais na sua empresa.

“Nós não maltratamos animais, nunca o fizemos nem nunca o vamos fazer. Os animais que temos são domesticados, muitos deles são já de terceiras gerações. Se houvesse maus tratos eles nunca interagiam connosco como interagem. Isso não faz qualquer sentido”, sublinha.

Para além da quebra acentuada nas entradas que, segundo Rui Mariani,  o que mais tem causado revolta ao Circo Mundial foi o ‘timing’ com que a CMF decidiu proibir a utilização dos animais. “Fui muito prejudicado com esta medida da Câmara. Quando fui notificado pela Câmara, a 31 de Outubro, já tinha contratado números de renome internacional com animais”, revela, assumindo que só não teve de pagar cerca de 30 mil euros em indemnizações aos referidos artistas graças à relação de proximidade entre as partes e porque estes entretanto conseguiram colocação noutros circos.

CMF enviou carta a 31 de Outubro

A autarquia do Funchal enviou uma carta aos responsáveis do Circo Mundial no dia 31 de Outubro onde referia, na última alínea, no ponto 5, o seguinte: “A Câmara do Funchal informa desde já que não autorizará que o circo a instalar utilize nos seus números a apresentar ao público ou em exposições quaisquer tipos de animais seja de que espécie for”.

Rui Mariani diz mesmo que a autarquia do Funchal deixou no ar a possibilidade de não poder licenciar o Luna Park, caso o circo Mundial decidisse na mesma apresentar animais nos espetáculos à revelia da indicação da Câmara do Funchal.

“No documento diz que a autarquia não ia licenciar o parque também! O que lá está escrito mistura as duas coisas – o parque e o circo – e isto é puro terrorismo!”, acusa.

Depois de ter recebido o primeiro documento, Rui Mariani contestou de imediato o que lá estava escrito manifestando surpresa e total desacordo com a deliberação da Câmara do Funchal: “Os animais ditos de qualquer espécie que acompanham o Circo Mundial no circuito 2014  são parte integrante de números artísticos circenses de características tradicionais que vêm percorrendo as grandes e médias capitais e outras cidades da Europa sem qualquer objecção ou preconceito, sendo que um desses números, protagonizado por animais, representou Portugal no Festival Internacional de Circo realizado no Mónaco em 2013”, pode ler-se no documento ao qual tivemos acesso.

Tendo em conta o grande transtorno financeiro que tem marcado a passagem deste ano do Circo Mundial pela Madeira, Rui Mariani põe mesmo em causa um possível regresso no próximo ano. “Vou ponderar o que vamos fazer. Podemos não vir como podemos também ir para outro concelho da Madeira se estas imposições continuarem”, avisa.

Os argumentos dos madeirenses no ´referendo`

Entre as muitas mensagens de apoio deixadas pelos madeirenses a favor dos animais no circo, os argumentos invocados pelos assinantes do documento falam da “magia” associada aos números com animais, assim como “a tradição de largos anos” associada a esta ligação que “é fascinante para as crianças.”
Entre os não apoiantes houve quem exaltasse a qualidade do espetáculo “sem a necessidade de haver animais” e também quem entendesse que “os animais são maltratados e explorados no circo.”

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Élio Martins vai continuar a ser jogador do União da Madeira na próxima época. O acordo entre o clube e o jogador foi alcançado esta sexta-feira e a administração assegura a continuidade daquele que foi um dos jogadores mais importantes da última temporada

Quer a médio ofensivo, quer, principalmente, a extremo esquerdo, o madeirense, agora com 30 anos, teve um papel decisivo na manobra ofensiva da equipa, tendo sido, claramente, e a par de Mendy, a grande mais-valia do conjunto orientado por Vítor Oliveira e um dos obreiros da subida à Primeira Liga.

Com 42 jogos realizados, Élio Martins conseguiu marcar a impressionante marca de 15 golos, sendo que um do mais importantes foi o 2-1 que deu a vitória ao União na antepenúltima jornada sobre o então concorrente direto Sp. Covilhã.

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FONTE: www.sitedecuriosidades.com

O livro Mein Kampf, escrito por Adolf Hitler, é uma obra polémica. Na Alemanha, os políticos trabalham para que a impressão do manifesto nazi permaneça proibida, mesmo depois de o livro cair em domínio público.

A edição e venda deste livro são atividades proibidas em diversos países da Europa. Nas nações onde o livro é aceite, os direitos de autor já foram pagos ao governo dos Estados Unidos, à editora Houghton Mifflin, que comprou os direitos de tradução da obra, à agência literária Curtis Brown da Inglaterra e ao Conselho de Bem-Estar Alemão, órgão responsável por refugiados judeus nascidos na Alemanha.
Mais recentemente, os fundos das vendas do livro Mein Kampf também foram repassados à editora Random House. A versão em língua inglesa desta obra pode ser vendida em países como a Roménia e a Rússia.
Na Alemanha, há um debate sobre a permissão de publicação de Mein Kampf (Minha luta), o manifesto escrito pelo ditador nacional-socialista Adolf Hitler. Por enquanto, o impresso permanece proibido de ser vendido no país.
Em 2015, 70 anos após a morte do autor Adolf Hitler, acaba a proteção dos direitos autorais do livro em toda a Europa. Sendo assim, Mein Kampf entra em domínio público, e poderá, em princípio, ser reproduzido e distribuído por qualquer pessoa. Na internet, já é possível encontrar gratuitamente trechos do manifesto de Adolf Hitler.

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Gonçalo Nuno Santos dirige o Centro das Comunidades Madeirenses há 25 anos. Numa entrevista ao AgoraMadeira, o governante fala sobre sobre novos projetos de cooperação com a África do Sul e a Câmara de Comércio Luso-Francesa. Na primeira parte da entrevista hoje publicada, Gonçalo Santos pede também o direito dos emigrantes a votarem nas Legislativas Regionais e deixa críticas à TAP e ao Governo da República. A segunda parte desta conversa será publicada no próximo dia 8.

Qual é a principal função do Centro de Comunidades Madeirenses?

“É unir o que o destino desuniu. Ou seja, fazer com que os madeirenses onde quer que vivam, em qualquer parte do Mundo, façam parte da mesma família. Se a Madeira vivesse sozinha, apenas rodeada pelo mar, era uma ilha sem importância e condicionada a 262 mil habitantes. Mas a Madeira tem 1 milhão de pessoas em vários cantos do Mundo e é uma ilha que é conhecida pelo setor do Turismo, a partir do século XVII, e pelo setor das Comunidades Madeirenses, a partir do século XVIII. São estes os setores pelos quais a Madeira se afirma no Mundo”.

Há um registo atual aproximado do número de emigrantes que se encontram a residir no estrangeiro?

“Ninguém no Mundo poderá responder a essa pergunta por ser difícil de contabilizar, mas pensamos que a África do Sul é o país que tem o maior número de pessoas e segue-se a Venezuela.
No Canadá há, na Costa Atlântica e na Costa do Pacífico, pelo que se sabe, 50 mil madeirenses. Já a Austrália é considerada uma das mais importantes comunidades madeirenses porque 80% da emigração na Austrália é madeirense. Seguem-se os Estados Unidos e o Canadá.
Nota importante para a emigração madeirense em Jersey que corresponde a 17% da força laboral da ilha, sendo que 10% da população total de lá é madeirense. É em Jersey onde os acordos de amizade entre Governos funcionam da melhor forma. Mas, há ainda emigração madeirense espalhada por todo o Mundo, desde o Qatar ao Dubai”

Quais são os principais problemas sentidos pelas comunidades madeirenses atualmente?

“Falta cumprir o sonho fundamental. O sonho de ligar a Madeira em todo o Mundo, o que é perseguido há séculos. Todavia, isso ainda não aconteceu. Penso que os emigrantes têm de estar representados a outros níveis e que a própria Madeira deve estar representada junto às grandes comunidades madeirenses a outros níveis como, por exemplo, com a presença de bibliotecas sérias e grandes da Madeira no Mundo. Há muito trabalho a fazer, mas muito já foi feito. Aliás, a Madeira tem sido um exemplo na dinâmica da construção de uma sociedade onde inclua madeirenses residentes e ausentes”.

Os emigrantes não têm mostrado um grande interesse em saber tudo sobre a Madeira onde quer que estejam?

“Há esse interesse. Os emigrantes “teimam” em singrar na sociedade que os acolhe no país recetor ou de acolhimento e têm tido uma grande luta nesses países para se afirmarem com a excelência que se têm afirmado. E nós, aqui na Madeira temos tido uma grande luta para desenvolver a ilha. O meu sonho é que haja uma ponte permanente entre madeirenses onde quer que se encontrem no Mundo, ao nível da universidade, do comércio, dos negócios, das descobertas na medicina, dos congressos e isso ainda não está completamente pronto”.

O PROBLEMA DAS LIGAÇÕES AÉREAS

A falta de ligações aéreas continua a ser um problema?

“Eu sonho um dia que haja muitas ligações aéreas da Madeira com os seus emigrantes. Nunca percebi porque é que o voo para a África do Sul nunca se fez, porque é que a TAP saiu da África do Sul e porque é que o aeroporto foi feito para beneficiar as comunidades e unir os madeirenses e isso nunca se conseguiu. Tal não foi por culpa do Governo Regional mas por falta de interesse da TAP e da South African Airlines. Os homens não voam, precisam de aviões para ir de um lado para outro”…

O Governo da República podia fazer mais a este respeito?

“Sem dúvida. O Governo da República – e não o Governo Regional da Madeira porque não tem essa autonomia – devia criar incentivos mais incentivos para os emigrantes. Se se criou os Gold VISA para estrangeiros…
Portugal tem de ter em conta que metade da população portuguesa está fora do território nacional e por isso deve ter políticas muito claras de união das pessoas com a Diáspora portuguesa e elas não estão todas prontas”.

Que tipo de políticas?

“Por exemplo, se os emigrantes podem votar para o Parlamento Europeu, para o Presidente da República e para as Legislativas Nacionais porque é que não podem votar para as Legislativas Regionais que são instrumentos da Constituição da República Portuguesa?
O argumento é que não estão inscritos nos consulados por naturalidade mas por nacionalidade, mas isso devia de estar salvaguardado porque as eleições da Madeira e dos Açores são eleições da República Portuguesa e não do estrangeiro. Podíamos arranjar outras formas de participação política e cívica que tivessem mais em conta o emigrante, embora reconheça as dificuldades constitucionais e legais em toda essa matéria. É preciso lembrar que uma das grandes riquezas da Madeira é o seu povo e ele está em todo o Mundo e o povo que está do outro lado do Atlântico gosta tanto da Madeira como os que estão aqui”.

Um dos problemas que mais diz respeito à emigração madeirense é a violência na África do Sul. O momento atual continua a ser muito preocupante…

Segundos antes de ter entrado no meu gabinete recebi um telefonema da senhora cônsul geral de Portugal em Joanesburgo e estávamos a falar disso. A criminalidade na África do Sul não é feita contra os portugueses ou contra ninguém e sabemos que têm havido esforços enormes da parte do Governo Sul-Africano para tentar eliminar a criminalidade. Devo, contudo, sublinhar que a cooperação da África do Sul com Portugal é muito interessante. Eles querem já cooperar connosco ao nível dos doutoramentos e da transmissão científica dos conhecimentos de ambos os países.
Recentemente, inclusive, a Ministra da Cooperação, da Cultura e da Inovação Sul-Africana esteve em Portugal e trouxe propósitos de cooperação muito interessantes. Devo reconhecer que uma só morte é muito grave, embora nós nada possamos fazer em relação a isso, a não ser lutar e cooperar com as autoridades sul-africanas em tudo o que pudermos em matéria de segurança internacional.

O que é que destaca da visita da Ministra da Cooperação, da Cultura e da Inovação Sul-Africana a Portugal?

O Governo da República simpaticamente não disse nada à Madeira. Simpaticamente esqueceram-se que a maior comunidade portuguesa na África do Sul é madeirense e que a ligação com a Madeira é muito relevante mas isso não é importante porque na devida altura vamos receber os relatórios dessa visita. Os membros do Governo Regional da Madeira têm ido à África do Sul uma média de uma vez por ano para a celebração do Dia da Madeira e das Comunidades Madeirenses e têm feito muito para a ligação empresarial e cultural ao nível dos professores e da etnografia. Devo reforçar que para o Governo Regional as comunidades madeirenses são muito importantes porque nunca vi alguém da Madeira que não tenha um membro da família nas comunidades.

Que novidades se pode esperar para a emigração madeirense em 2015?

O Governo Regional da Madeira tem uma grande fé num protocolo recentemente assinado com a Câmara de Comércio Luso-Francesa e estamos atualmente com alguns projetos importantes em curso, mas isso só poderá ser melhor divulgado nas próximas semanas. A ideia da Sra secretária do Turismo passa por aumentar a nossa cooperação com as comunidades madeirenses ao nível da Universidade da Madeira, da parte científica e do Mundo empresarial.