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Sérgio Freitas Teixeira / AgoraMadeira

Foi com muita satisfação que aceitei o convite do Nuno Gonçalves para liderar o gabinete de imprensa do Madeira Island Ultra Trail, um desafio extremamente aliciante tendo em conta a dimensão e importância do evento, ao qual também o AgoraMadeira está fortemente associado como principal Media Partner.

Quero desde já agradecer a disponibilidade demonstrada pelo Humberto Dias e pelo Pedro Oliveira, para integrar o gabinete de imprensa, nunca esquecendo, claro, a minha incansável companheira Patrícia Gaspar.

No momento em que estou a escrever estas linhas a prova acabou de começar mas não tenho dúvidas que pela competência e profissionalismo da organização a cargo do Clube de Montanha do Funchal este grande evento desportivo regional, nacional, e até internacional, será um tremendo sucesso.

Destaco desde já o empenho dos muitos voluntários, a capacidade de sacrifício e dedicação de toda esta equipa organizadora, ingredientes fundamentais nesta primeira aventura do MIUT no World Tour, mesmo que ainda como Future Race.

Sendo esta a primeira vez que estou integrado na “máquina” do MIUT, posso desde já confessar a minha surpresa por toda a logística envolvida no evento, ainda para mais sabendo das enormes dificuldades financeiras que marcam esta edição já que os apoios públicos e privados são poucos tendo em conta a grande dimensão da prova.

O relatório que está a ser elaborado pelo Observatório do Turismo da Universidade da Madeira – e que, registe-se, contou com uma enorme colaboração dos atletas – irá certamente mostrar a todos (os que ainda duvidam) a verdadeira dimensão promocional do MIUT do destino Madeira.

Prova que este ano, recordo, bate todos os recordes em matéria de inscritos, e assume uma dimensão internacional nunca antes vista até agora. São mais de 1300 participantes de 36 países!

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Um grupo de militantes do CDS/PP insatisfeitos com a liderança de José Manuel Rodrigues está a reunir assinaturas tendo em vista a realização de um congresso extraordinário, sabe o AgoraMadeira. O Conselho Regional do partido marcado para amanhã deverá ser agitado.

A insatisfação, segundo apurámos, começou ainda antes das eleições regionais e teve o ponto alto com a elaboração das listas e os resultados eleitorais.

“Nenhum dos três objetivos foi alcançado: não foi retirada a maioria absoluta do PSD, o CDS não conseguiu entrar para o Governo Regional, nem conseguiu aumentar o número de deputados”, realçou uma fonte dos centristas contactada pelo AgoraMadeira.

Outro militante assegurou que “há muita gente que não se revê na atual liderança marcada por algum elitismo, com um núcleo muito restrito” e onde “não é dada oportunidade a todos os que querem ajudar”.

Por estas razões, um grupo de militantes está já a recolher assinaturas tendo em vista a realização de um congresso extraordinário.

Este sábado realiza-se a Comissão Política do partido às 14.30 horas, estando o Conselho Regional agendado para as 17 horas. E será aqui que muitos dos militantes descontentes deverão manifestar publicamente as razões para a insatisfação com a liderança do partido a cargo de José Manuel Rodrigues.

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Uma manhã de sexta-feira muito movimentada na tenda do secretariado do Madeira Island Ultra Trail, com os participantes a ocorrerem, em massa, para a realização do ‘check in’. Um ambiente de entusiasmo e boa-disposição a poucas horas do arranque desta importante prova internacional.

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PAULO
Paulo Rodrigues
KAMIL
Kamil Lesniak

 

 

 

 

 

 

Paulo Rodrigues vai participar este ano pela primeira vez na prova principal do Madeira Island Ultra Trail depois de em anos anteriores ter conseguido terminar a prova de 85. Kamil Lesniak, apesar de jovem, aposta na vitória no MIUT motivado pelos recentes resultados, quer na Tailândia, quer na Polónia em provas de Ultra Trail.

Entre as centenas de participantes no Madeira Island Ultra Trail os objetivos e as ambições divergem. E muito. Na prova principal, a de 115 km, isso também acontece com as metas pessoais a serem as mais variadas possíveis consoante uma série de fatores.

O AgoraMadeira mostra-lhe dois exemplos. De um lado, Paulo Rodrigues que apenas pretende terminar a prova preferencialmente no prazo de 24 horas, do outro, o polaco Kamil Lesniak que apesar de ser um dos trailers mais jovens em acção – apenas 21 anos -, olha para a estreia na Madeira com grande ambição, apostando mesmo na vitória.

Kamil chegou com antecedência à Região. Viajou há uma semana para a ilha de forma a treinar e conhecer um pouco melhor o percurso. É a primeira vez que o jovem, mas promissor, trailer da Polónia participa no MIUT.

“O Pedro Medeiros da organização convidou-me a cá vir. Fui pesquisar na internet, vi fotos fantásticas e decidi desde logo que tinha de cá estar, quer pela beleza da ilha, quer pela dificuldade do percurso. Queria muito tentar um percurso tão técnico quanto este”, salienta, entusiasmado, embora ciente das dificuldades que terá pela frente.

“A corrida é muito longa, difícil, mas vou tentar ganhar. Tentar não custa”, sorri, Kamil que há um ano foi segundo classificado na prova principal do Ultra Trail da Tailândia” e conseguiu ainda um quarto lugar na maior prova de Ultra Trail da Polónia. Polaco que pratica Trail há oito anos e Ultra Trail há quatro.

“O facto de ser novo é bom porque ninguém espera que vença. Espero ser a revelação do MIUT. Sinto-me bem fisicamente e preparado para a prova. Sou um atleta muito forte psicologicamente”, destaca, revelando um dos segredos para o sucesso.” Às vezes, quando tenho crises durante a prova, páro um pouco para chorar e até chego a gritar!”

Sobre a preparação física para o MIUT… “ultimamente tenho feito muita corrida rápida. Tenho um treinador que me idealizou um plano que tenho vindo a seguir rigorosamente nos últimos cinco meses”, conclui.

PAULO RODRIGUES APOSTA EM TERMINAR NUM DIA!

Curiosamente, a preparação de Paulo Rodrigues também tem sido muito forte. “A preparação agora foi muito mais exigente em relação a anos anteriores e orientada por uma pessoa ligada à área de educação física. Estou a preparar o MIUT desde meados de Outubro. É uma preparação na área funcional, no reforço muscular e toda a parte aeróbica para optimizar a corrida e a passada”, conta ao AgoraMadeira o trailer.

O percurso é muito exigente, por isso a chegada a Machico “será, sem dúvida, muito saborosa” depois de uma prova onde “há muitos desníveis, com zonas fabulosas”. Paulo apelida mesmo de “espetacular” todo o percurso da prova principal do MIUT.

A terminar, uma certeza em relação à meta para a sétima edição. “O primeiro objetivo é terminar, depois se conseguisse fazer menos de 24 horas seria óptimo”, conclui, confiante.

Francisco Fernandes / Ex-secretário da Educação e da Cultura

Um artigo recente da Patrícia Gaspar sobre as mulheres no futebol deu-me o mote para esta reflexão a propósito do desporto no feminino, em grande parte motivada por memórias pessoais, colhidas enquanto treinador de basquete feminino que fui, e em algumas investigações desenvolvidas em matéria de olimpismo na Madeira.

O tempo encarregou-se de tornar desatualizadas as culturas sociais que condenavam e obstaculizavam a prática do desporto às mulheres, mas não apagou a sua história.
A prática, entre nós, do desporto feminino de competição deu os seus primeiros toques na bola de basquetebol nos anos 70, num tempo em que, por vezes, era necessário ludibriar as famílias para poder treinar, jogar ou, simplesmente vestir um equipamento desportivo, o qual começou por ser muito recatado, recolhendo as modas da ginástica sueca praticada nas escolas.

Aos poucos a prática foi crescendo e o desenvolvimento desportivo do período pós-autonómico ditou novas formas de encarar as mulheres no desporto. Mas só a partir dos anos 90 é que foi entendido que os apoios públicos ao desporto feminino deviam acompanhar os do desporto masculino. A visão estratégica do desporto regional cedo concluiu que era neste sector que a Madeira se poderia impor em termos nacionais, já que o investimento nacional no desporto feminino de competição era muito incipiente.

Desse entendimento resultou, já neste século, de um momento único em que a Madeira inscreveu o seu nome na lista de campeões nacionais femininos, no mesmo ano, em andebol, basquetebol e voleibol.
Porém, a leitura do mais recente censo da demografia federada regional denuncia uma relação altamente desfavorável ao desporto feminino quando regista que, dos 14.457 atletas federados da época 2011/2012, apenas 3.814 (26%) são mulheres.

Fazer a história do desporto no feminino não caberia aqui, mas não podemos deixar de registar alguns momentos significativos quer do ponto de vista negativo, quer positivo. O prestigiado jornalista Raul de Oliveira que foi diretor de Os Sports e enviado do Diário de Notícias aos Jogos Olímpicos de Amsterdão/1928, referia-se em termos depreciativos à participação de mulheres no desporto, nestes termos:

“Hoje também tivemos meninas no campo. Deitaram fora o último cigarro e envergaram pudicamente umas calças de homem para aparecerem no estádio.
Saltitam aqui e além para aquecer os músculos. Algumas são magrinhas e confundem-se facilmente com o bicho macho.
A luta entre as pequenas é uma coisa épica, absolutamente à maneira dos homens (…).
(…) Mas protesto e protestarei sempre contra este espectáculo inestético e nada feminino das mulheres correrem e saltarem como os homens. Protesto e protestarei sempre contra esta nova espécie de macho-fêmea e contra quem as tolera, contra quem as aplaude, contra quem lhes deu acesso ao terreno, onde apenas deve imperar a virilidade dos homens. E àqueles que não concordarem comigo direi apenas que se lembrem do respeito que devem às suas mães.”

Uma pérola! Maria Luisa de Herédia (1905-1961), filha do primeiro olímpico madeirense, Sebastião Herédia, e neta do visconde da Ribeira Brava, foi, juntamente com a tenista Angélica Plantier, uma das primeiras mulheres a integrar uma comissão técnica do COP. É interessante ler o que então escreveu na defesa de uma participação olímpica das mulheres portuguesas nos Jogos Olímpicos de 1936.

A representação feminina no Comité Olímpico Português – Tenho de abrir um parêntese na seqüência do assunto de que tenho vindo a falar, porque não posso deixar de me referir a um facto que se torna interessante, por ser a primeira vez que sucede na História do Desporto em Portugal.
É a participação feminina no Comité Olímpico Português, tendo como representantes a nossa distinta desportista e consagrada campiã de “tennis”, Angélica Plantier, e a minha humilde pessoa.
Esta nossa nomeação foi baseada sôbre informações fornecidas pelas Federações consultadas, em que pessoas dedicadas nos distinguiram, reconhecendo o nosso culto pelo desporto e a nossa vontade de pugnar tenazmente para o seu engrandecimento.
Pode-se dizer que encetamos uma empresa onde tudo está ainda para ser feito e até mesmo para ser pensado, com isto referindo-me à participação feminina nas competições Internacionais Olímpicas.
Sim, porque Angélica Plantier e eu, sentimo-nos moralmente comprometidas a fornecer elementos femininos dignos de nos representarem nas próximas Olimpíadas de 1936. Vamos, sem dúvida, embrenhar-nos num caminho espinhoso e íngreme, que só poderá ser trilhado com muito entusiasmo, dedicação e persistência, mas sentir-nos-emos plenamente recompensadas da nossa tarefa se nos pudermos orgulhar de ter içado o Pavilhão Nacional no cimo dessa ladeira, que levará pelo menos quatro anos a subir.
Nos passados Jogos Olímpicos quási todos os países apresentaram concorrentes femininas, e até mesmo uma numerosa falange.
Porque não há de suceder o mesmo a Portugal, país privilegiado pela sua situação no globo, acarinhado pela Natureza que o dotou de um clima ideal e pelo Sol que o enriquece de saúde?!
É necessário demonstrar perante o Mundo que as raparigas portuguesas são saudáveis, são bem constituídas, são dextras na cultura física e desportos.
É necessário criar o intercâmbio desportivo com outros países, organizar encontros sucessivos com os vários clubes estrangeiros, vincar o prestígio de Portugal e da Mulher Portuguesa!
É êste o fim a que nos propomos com a nossa entrada no C.O.P. e não pouparemos esforços para conseguir fazer uma propaganda intensa em prol do desporto feminino, que vá acordar, fortalecer e libertar as energias que estão em repouso, mas de que as raparigas portuguesas são ricamente dotadas” (Maria L. de Herédia, 1932).”

Importa ainda referir a este respeito que “A igualdade de oportunidades (ou a falta dela) na participação olímpica, tal como no desporto em geral, radica, em parte, na reduzida representação das mulheres em órgãos de decisão e, consequentemente, na falta de poder directo das mulheres. O poder não é ter a hipótese de escolha de um determinado número de alternativas, mas sim ter a hipótese de estar envolvido/a na formulação dessas alternativas.

Só em 1981 é que o COI integrou, entre os seus membros, as primeiras duas mulheres, e apenas em 1997 uma mulher alcançou a vice-presidência. Salienta-se o trabalho desenvolvido por Anita De Frantz – Vice-presidente do COI entre 1997 e 2001 – no sentido do alcance de uma igualdade de oportunidades entre homens e mulheres em todo o movimento olímpico.

Em 1995, o COI cria um grupo de trabalho denominado ‘Mulheres e Desporto’ (Women and Sport) que estabelece as linhas orientadoras para o desenvolvimento de medidas em prol de uma maior participação das mulheres no desporto e no movimento olímpico. Em 2004, este grupo passa a ter o estatuto de Comissão, ao mesmo nível de todas as outras.

Também na Carta Olímpica foi incluído, em 1996, o seguinte artigo (n.º 5, artigo 2): “Através dos meios apropriados, o Comité Olímpico Internacional encoraja a promoção das mulheres no desporto em todos os níveis e estruturas, particularmente nos organismos executivos das organizações desportivas nacionais e internacionais no sentido da estrita aplicação do princípio da igualdade entre homens e mulheres.” (Cruz, I., Gomes, P. e Silva, P.,2006, Deusas e Guerreiras dos Jogos Olímpicos, Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, Coleção Fio de Ariana).

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José Carlos Sousa, a meio na foto, orgulhoso da dimensão do MIUT

José Carlos Sousa, presidente da Associação de Trail Running de Portugal e vice-presidente do ITRA, não tem dúvidas da importância do Madeira Island Ultra Trail para a modalidade e para o país.

“É a prova mais importante do calendário nacional. O facto de integrar pela primeira vez o World Tour como Future Race e de ter conseguido os critérios para que em 2016 passe a estar efetiva neste circuito mundial é um motivo de orgulho para todos os portugueses porque pela primeira vez o nosso país terá uma prova incluída num circuito muito restrito de provas ao nível mundial.” Foi desta forma clara que José Carlos Sousa falou sobre o MIUT na conferência de imprensa de lançamento da prova que decorreu esta tarde em Machico.

“Tenho de dar os parabéns à organização por aquilo que conseguiram alcançar fruto do mérito que tiveram ao longos destes últimos anos em construírem uma prova que é hoje uma referência ao nível nacional e internacional”, elogiou o responsável.

Já o diretor de prova Nuno Gonçalves exaltou a lista de inscritos e a competitividade esperada, quer no setor masculino quer também no setor feminino.

“Estou certo que haverá grande luta pela vitória no MIUT 115. Em masculinos há um lote de excelentes atletas de alto nível”, destacou.

Armando Teixeira, bi-vencedor do MIUT, Renaud Rouanet, Nuno Silva, Adrien Seguret, Manuel Faria, Kamil Lesniak, Lionel Trivel e Luís Duarte são alguns dos nomes mais fortes neste setor, já em femininos destaque para Julia Boettger, Olga Manko e Ester Alves, “todas elas potenciais vencedoras.”

MIUT que integra o Campeonato de Portugal de Trail Ultra Endurance e atribui pontos para o Monte Branco.

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O sistema de controlo de tempos do Madeira Island Ultra Trail (MIUT) é da responsabilidade do Centro de Ciências Exatas e da Engenharia da Universidade da Madeira. O AgoraMadeira explica-lhe como será feita a monitorização.

Porque o controlo dos tempos assume naturalmente grande importância no MIUT, há um grande rigor da organização em torno desta importante área.

“Temos duas partes no sistema: uma parte de hardware, que são as estações que são colocadas nos postos de controlo ao longo da prova, assim como as pulseiras que cada atleta leva, e depois há todo um sistema informático para a apresentação destes resultados on-line, quer dos tempos intermédios, quer das classificações finais”, explica o responsável pelo sistema de controlo de tempos do MIUT Luís Gomes.

A recolha da informação dos atletas é feita na passagem por cada posto de controlo. Nas partidas é feita uma verificação das pulseiras que cada atleta leva para ver se o identificador corresponde ao peitoral, e em cada posto de controlo o trailer tem de passar a pulseira numa das estações. “É lido o código e enviada uma mensagem automática para o secretariado com o tempo, a data e hora da passagem e a respetiva identificação do atleta”, conta, deixando garantias em relação à fiabilidade de todo o sistema.

TELEMÓVEIS COMO NOVIDADE

“É um sistema bastante fiável porque temos uma série de medidas de backup de segurança para garantir que mesmo que uma mensagem falhe possamos recuperar a informação da passagem do atleta mesmo que não seja no imediato”, realça o responsável.

O sistema de controlo de tempos começou no MIUT do ano passado, com a novidade para este ano a ser a inclusão de telemóveis que vão servir de “backup” caso alguma estação falhe. “Todo o sistema foi criado pela Universidade da Madeira durante um ano a pensar no MIUT mas tem sido usado em várias provas do Circuito Regional de Trail Running”, conclui.

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O grupo Estado Islâmico conseguiu tirar a televisão francesa TV5 Monde, temporariamente, do ar. Os piratas informáticos jiadistas assumiram o controlo dos canais e das páginas na Internet, Facebook e Twitter da estação gaulesa TV5 Monde, causando, segundo a empresa, bastantes estragos.

“Constatámos que alguém já tinha tentado entrar no nosso sistema mas consequências. Isso faz-nos pensar que, efetivamente, este ataque foi planeado há algum tempo”, informou o diretor-geral da estação, Yves Bigot, após o ataque.

Durante o período em que a estação francesa perdeu o controlo dos seus canais os jiadistas colocaram, na página da TV5Monde no Facebook, documentos onde alegam estar a identificação e os currículos de familiares de soldados que participam nas operações contra o grupo.

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São mais do que flores! É arte, cor e fantasia: a Festa da Flor está de regresso às ruas da capital da Madeira. Um espetáculo imperdível, a arrancar no próximo dia 16.

Das exposições com espécies únicas e muito variadas de flores, à animação de rua e ao Cortejo Alegórico da Flor cuja criatividade encanta e surpreende todos os anos, são inúmeras as razões para assistir à Festa da Flor, um dos maiores cartazes turísticos da Região Autónoma da Madeira.

Entre 16 e 19 próximos, animação não vai faltar no Funchal que se transforma, por estes dias, num autêntico anfiteatro da cultura popular, com as atuações de grupos folclóricos, as mostras da gastronomia local e os espectáculos de variedades a proliferarem pelas ruas. A não perder também, os exuberantes tapetes florais e a fantástica ‘Exposição da Flor’

Este ano, o certame vai custar ao Governo Regional 315 mil euros. Na manhã de sábado, 18 de Abril, terá lugar o Cortejo Infantil, com centenas de crianças, a desfilam, em trajes deslumbrantes,  até à Praça do Município, onde é tradicionalmente composto o ‘Muro da Esperança’, um mural de flores cujo objetivo é constituir um apelo à paz no mundo. Cada criança leva uma flor para colocar no muro e a cerimónia termina com uma largada de pombos e um espetáculo infantil.

Na tarde de domingo,  19 de Abril, os carros alegóricos descem à baixa funchalense, exibindo criativas decorações e figurantes amplamente adornados com trajes vistosos e inúmeras espécies florais que desfilam ao som de alegres temas musicais, executando alegres coreografias.

Sem dúvida, uma forma diferente de celebrar a Primavera!

Luís Filipe Malheiro / Jornalista

Terminadas as eleições regionais, terminada a novela que alguns tentaram montar à volta de um assunto que interessava à CDU e ao PSD e ultrapassado o processo de reclassificação dos votos nulos assim considerados pelas assembleias de voto, estão criadas condições para que a normalidade regresse normal e rapidamente.

A Assembleia Legislativa deverá ser empossada a 20 de Abril de manhã, elegendo a nova mesa e na tarde desse mesmo dia terá lugar provavelmente no salão nobre a posse do novo governo regional liderado por Miguel Albuquerque. Fecha-se assim o ciclo eleitoral regional. Abre-se um novo ciclo, de governação e de atividade parlamentar, quiçá um dos mais importantes para o nosso futuro coletivo.

O problema é que no rescaldo das eleições – mesmo que alguns tentem, porque preocupados, não se percebe bem porquê – ficam algumas realidades que não podem ser esquecidas e que é preciso resolver rapidamente:

  1. a) atualização urgente do recenseamento eleitoral completamente distorcido da realidade, com freguesias e concelhos a apresentarem mais eleitores que população residente;
  2. b) inversão da tendência de crescimento da abstenção eleitoral que em eleições regionais ultrapassou pela primeira vez os 50%, o que teve como consequência imediata que o PSD tivesse obtido este ano o seu pior resultado de sempre em termos de votação absoluta. Mas não está sozinho: o PS nem com a coligação inventada à pressa resolveu esse problema e a votação alcançada em 2015 foi muito pior do que todas as anteriores votações do PS quando concorreu isoladamente!

Pessoalmente não acredito que se resolva a questão do recenseamento eleitoral, desleixado e trapalhão, porque as entidades com essa competência, concretamente o MAI em Lisboa, têm uma grande relutância em aceitarem que a realidade constante dos cadernos eleitorais não tem nada a ver com a verdade e com o país eleitoral que somos.

Ora, isso implica que a abstenção, apesar de tudo, continue a cavalgar para valores preocupantes, que nem a manipulação de alguns – sem bases concretas nem fundamentos para o fazerem – consegue inverter. Não podemos partidarizar a análise do fenómeno da abstenção eleitoral usando-a para minimizar as vitórias de uns, só porque isso nos convém, e não fazer o mesmo noutras circunstâncias para tentar encontrar justificações para factos pouco estimulantes. A abstenção eleitoral é o que é e os resultados oficiais são os que são publicados. Não os que achamos que deviam ser.

Por isso meditemos muito seriamente nisto:

1976 – 107.265 votantes, 38.138 abstenções

1980 – 124.062 e 29.377

1984 – 121.024 e 48.395

1988 – 125.383 e 59.957

1992 – 130.799 e 65.790

1996 – 136.678 e 72.623

2000 – 129.703 e 80.914

2004 – 137.693 e 90.425

2007 – 140.721 e 91.781

2011 – 147.344 e 109.139

2015 – 127.893 votantes (menos 19.451 que em 2011) e 129.339 abstenções (mais 20.200 que nas regionais anteriores.

Finalmente, também para reflexão, deixo a evolução das votações absolutas do PSD e do PS, recomendando que as comparem com o registo da tabela anterior:

1976 – PSD com 63.963 votos e PS com 23.968 votos

1980 – 81.051 e 18.606 votos

1984 – 81.872 e 18.553 votos

1988 – 78.185 e 21.058 votos

1992 – 74.369 e 29.443 votos

1996 – 77.365 e 33.790 votos

2000 – 72.588 e 27.290 votos

2004 – 73.973 e 37.751 votos

2007 – 90.339 e 21.699 votos

2011 – 71.556 e 16.945 votos

2015 – PSD com 56.690 votos e PS ccom 14.593 votos (coligado com PTP, MPT e PAN)