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Sérgio Freitas Teixeira / AgoraMadeira

Alberto João Jardim falou esta semana por duas vezes do polémico tema do clube único. Primeiro disse que a ideia já não faz sentido agora, mas reforçou que se a medida tivesse sido tomada na década de 90 “a Madeira teria hoje uma outra força e projeção”, referindo-se à possibilidade de o tal clube poder lutar com outros argumentos para os lugares mais altos da Liga.

Já esta sexta-feira, o ainda o presidente do Governo Regional culpou o ex-presidente do Marítimo Rui Fontes pelo falhanço na criação do clube único, embora tenha sublinhado que foi a pressão popular que o levou a voltar atrás na intenção. Recorde-se que em 2005 Jardim tinha voltado a falar no tema defendendo a realização de um referendo sobre o assunto, o que acabou por nunca acontecer.

Não querendo especular em relação à razão que terá estado na base do reacender do tema do clube único a pouco tempo da saída de funções de Jardim, e ao mesmo tempo não valorizando o tema em si que também considero estar claramente ultrapassado, na minha memória surgiu outro tema que de alguma forma também está relacionado com este. Clube único ou estádio único? Não teria sido esta a melhor solução há largos anos atrás, quando nenhum dos clubes tinha casa própria.

Todos eles teriam as suas”oficinas” de trabalho independentes em diferentes sítios mas o palco de jogo seria partilhado, à semelhança, aliás, do que acontece com alguns grandes clubes mundiais. Não teria sido esta a melhor forma de poupar (muitos) recursos financeiros e de preparar um futuro mais estável para os clubes sem ter de fundir diferentes identidades num só clube descaracterizado e sem história?

É que é preciso lembrar que para além do grande valor associado à construção das várias infra-estruturas existentes, financiadas pelo Governo Regional, ainda há o elevado custo de manutenção dos recintos.

Mas também é verdade que a partir do momento em que foi apoiada a construção da casa de uns, outros também terão de ter o mesmo direito!

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É já este domingo que o Compadre Jodé volta a assumir o protagonismo no Julgamento dos Compadres, ponto alto das festividades que arrancaram na última quinta-feira em Santana.

Mas quem é, afinal, a personagem e como surgiu? A figura satírica nasceu pela mão de Marcelino Teles, natural de Santana e funcionário no Tribunal Administrativo do Funchal, que há mais de duas décadas, nas habituais viagens de autocarro para o Funchal, na companhia do amigo, Damião Nascimento, agora Compadre António, e para passar o tempo na então longa viagem, simulava ser um agricultor e dialogava de forma constante no habitual “calão” madeirense.

“Cada viagem era um espectáculo e havia em cada conversa um objectivo que terminava quase sempre numa gargalhada”, recorda, ao AgoraMadeira. Encontrar uma palavra ‘antiga’, típica do meio rural, que ainda nenhum dos dois tivesse dito, era um dos objetivos.

A personagem do Compadre Jodé captava facilmente a atenção dos passageiros do autocarro e em 1999 Marcelino Teles foi convidado pela Câmara Municipal de Santana para escrever o primeiro guião do julgamento da tradicional Festa dos Compadres que marca o arranque do Carnaval na Madeira, um guião onde a sátira política e o humor são os pratos-fortes.

“Tudo começou de forma natural por brincadeira e depois de ter ido a primeira vez à Festa dos Compadres foi sempre a subir de popularidade. Hoje em dia continuo a ser o responsável pelo guião do julgamento mas o Compadre Jodé tem atividade durante todo o ano”, ressalva.

Os programas de rádio entretanto feitos também ajudaram muito a cimentar a personagem que hoje dia é praticamente uma figura pública.

“Sou obrigado a rejeitar convites! Chamam-me para animar casamentos, para festas privadas, para estabelecimentos comerciais, enfim, para tanta coisa. Isso obriga-me a ser muito seletivo nas escolhas porque não quero banalizar o Compadre Jodé”, explica, lembrando que uma aparição pública implica a devida preparação e um reportório de piadas variado.

MAIS DE 18 MIL GOSTOS NO FACEBOOK

Apesar de muito conhecido, ainda há quem não associe a personagem à pessoa. “É engraçado que há muitas pessoas que não sabem que o Marcelino Teles é o Compadre Jodé. Mas é uma tendência que tem vindo a diminuir”, admite.

Hoje em dia é impressionante a popularidade de “Jodé”. No Facebook tem mais de 18 mil gostos na página e o blog Berdades, da sua autoria, é um enorme sucesso. Já foi por duas vezes ao estrangeiro atuar junto das comunidades madeirenses.

Este domingo, a partir das 16.30 horas, o Compadre Jodé volta à ação no Julgamento/Sentença da Festa dos Compadres, em Santana.

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O Observatório do Turismo da Universidade da Madeira está a realizar um estudo sobre o retorno financeiro que o Madeira Island Ultra Trail traz à Região, números que este ano serão bem maiores tendo em conta o aumento significativo do número de participantes.

“Oportunamente iremos apresentar esse documento com dados cientificamente comprovados do retorno financeiro real que o Madeira Island Ultra Trail (MIUT) traz para a ilha”, revela ao AgoraMadeira Nuno Gonçalves, responsável máximo pela organização da prova.

Mas há também outro indicador importante relacionado com o evento. “Está provado que os trailers retornam sempre à Região e normalmente fazem-no uma ou duas vezes, muitas vezes com a companhia da família para tirar proveito das magníficas paisagens que a Madeira tem para oferecer”, observa, sublinhando: “São pessoas que vão deixar cá receitas e a Região tem de ter isso em atenção”, reforça.

Mesmo a pouco tempo da prova, o Clube de Montanha do Funchal continua a acreditar que o MIUT 2015 irá ainda contar com maior envolvimento financeiro.

“Aguardamos a qualquer momento que as entidades, sejam privadas ou públicas, olhem com olhos de ver para este evento e que lhe dêem a devida atenção e o apoio na real dimensão do retorno que a prova traz à Região. É uma logística muito pesada, por isso todos os apoios que possam chegar serão sempre bem vindos”, destaca o responsável.

ESTATUTO DE PROVA EFETIVA DO CALENDÁRIO MUNDIAL PERTO DE SER ATINGIDO

A dois meses do evento, e a apenas um dia do fecho do primeiro período de inscrições sem agravamento, a organização está entusiasmada com o número de inscritos.

“A adesão tem sido excelente. Já ultrapassámos as 1100 inscrições representativas de 30 países, porque recentemente entrou uma inscrição do Porto Rico”, exalta Nuno Gonçalves.

“Na prova principal faltam-nos menos de 40 atletas para atingirmos o limite de 400 inscritos o que vai permitir alcançar o estatuto de prova efetiva do calendário mundial”, recorda o dirigente, lembrando que este número de participantes na prova principal é o único critério que falta atingir.

O MIUT vai decorrer de 9 a 12 de Abril, sob organização do Clube de Montanha do Funchal, e figurará pela primeira vez no calendário 2015 do UTWT (Ultra Trail World Tour), um restrito circuito mundial de apenas 12 provas, distribuídas pelos cinco continentes, cuja supervisão cabe ao ITRA – Internacional Trail Running Association, da qual o clube organizador é associado.

Atualmente, e ainda sem os 400 inscritos, a prova tem o estatuto de entrada (Future Race), o que ainda não permite que possa contar para o ranking final mundial.

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Gonçalo Santos/Profissional de Comunicação

A Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) enviou, para a Assembleia da República, mais uma proposta de Lei (“lei Miguel de Sousa”). Não estão em causa os méritos nela contidos, que são muitos. Está em causa o facto do Parlamento da Madeira ter esquecido que uma boa ideia não é um ponto de chegada, sendo antes um ponto de partida.

O documento enviado para Lisboa levanta várias questões:
– O que impediria as empresas nacionais de mudar a sede fiscal para a Região, em busca de mais baixa tributação?
– Que reflexos teria a sua aprovação nas negociações que o estado português vem desenvolvendo com a Comissão Europeia, para aplicação do regime de benefícios fiscais às entidades licenciadas no Centro Internacional de Negócios da Madeira?
– A proposta está em conformidade com a Lei das Finanças Regionais? Respeita a Constituição?
– O impacto orçamental que acarreta foi medido?

Perante este cenário, e sabendo que a ALM seria dissolvida, não teria sido mais avisado promover um acordo entre os principais partidos, com o objetivo de voltar a apresenta-la na próxima legislatura, trabalhando-a no Parlamento regional, de forma a que respondesse às incógnitas que levanta?  É fundamental não esquecer que uma boa ideia normalmente cai se não for apresentada no tempo e da forma corretas..

Pergunto ainda:
–  Quantas vezes situações destas já aconteceram?
– Na maioria dos casos, não terão elas acontecido porque era mais relevante alimentar cenários de conflito, que traziam ganhos político-partidários internos, do que resolver efetivamente os problemas?
– Que imagem damos de nós e dos nossos órgãos de governo próprio?

Deixo as respostas para quem as quiser dar, sendo certo que se queremos sair da crise, teremos de ter, necessariamente, uma abordagem nova no nosso relacionamento com a República. Essa abordagem passa por deixar para segundo plano a política interna quando se tratam assuntos de primordial importância, que devem suplantar a lógica partidária local. Passa ainda por manter posições firmes, sendo que a firmeza terá de ser mais alicerçada na razão e em argumentos válidos e bem colocados, do que na “esperteza política”.

A nova liderança do PSD-M promete-o. Mas começa mal. Começa com uma reunião inconclusiva com o primeiro-ministro. Prossegue com o apoio político a uma proposta que, repito, é meritória, mas que foi votada na ALM sem ter sido suficientemente trabalhada, algo que o próprio autor, estou convicto, não enjeitaria que acontecesse.

Nas próximas eleições regionais, também se votarão as nossas relações com o poder central e a capacidade dos protagonistas locais para se guiarem segundo novas abordagens.

Há quem pense que  Funchal e Lisboa podem continuar de costas voltadas. Eu discordo. Há quem prometa proximidade, mantendo no entanto práticas que não a fomentam. É uma estratégia que eu não subscrevo. E há quem nada diga sobre o assunto. É preocupante…

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Passaram mais de dois anos depois do último concerto e a poucas horas do regresso, DD Peartree não esconde alguma ansiedade, não só por voltar a tocar ao vivo mas porque há novos temas a estrear quando o relógio assinalar as 21 horas desta sexta-feira, no café Oficina, no Armazém do Mercado. Será ele a abrir o I Festival Itinerante de “One Man Band” intitulado “Um ao Molhe.”

“Tenho composto muitos temas novos mas não tenho tocado ao vivo há muito tempo. Andei cinco ou seis anos a tocar e a cantar os mesmos temas, por isso é importante para mim apresentar o novo trabalho com novos assuntos e partilhá-lo com as pessoas para ver como será recebido”, confessa o músico ao AgoraMadeira.

Reconhecendo “alguma saturação” com os temas antigos não por não se identificar com eles mas “porque a vida também mudou desde então”, DD Peartree encara a noite de hoje com grande entusiasmo.

“Estou ansioso no bom sentido. Há sempre alguma ansiedade antes de começar mas depois de terminar a recompensa é sempre muito maior. Ainda para mais, o evento que é, e com amigos presentes, será ótimo”, afiança.

E para os interessados, aqui fica um “cheirinho” daquilo que podem esperar da parte do músico com fortes ligações à Madeira: “São temas mais despidos. Na mesma, com uma base acústica mas com menos camadas em cima como antes. As temáticas são um misto de ficção e interpretação minha das coisas”, revela, assumindo que mantém uma influência musical muito variada. “Gosto de muita coisa. Ouço de tudo e tento ser o mais aberto possível.”

Embora reconhecendo a dificuldade no concretizar do objetivo, DD Peartree não tem dúvidas do que pretende fazer com os novos temas. “Gostava de registá-los para não os perder e gostava mesmo de lançar um novo álbum, quem sabe este ano. Vai depender do investimento e de conseguir uma boa relação qualidade-preço”, admite.

QUEM É DD PEARTREE?

DD é alcunha de infância, diminutivo de Dieter Daniel, já o nome Peartree é simples: é, nada mais nada menos, do que a tradução para inglês do sobrenome Pereira. O pai é madeirense, a mãe irlandesa, mas DD Peartree nasceu em Londres onde viveu até aos oito anos. Rumou à Madeira, onde esteve até ao final da adolescência, viveu também em Lisboa e ainda na Noruega em duas épocas distintas.

“Comecei a trabalhar relativamente cedo de forma a conseguir dinheiro para investir na música. Fiz de tudo um pouco em várias áreas…Para cada Madonna há 100 mil pessoas que não conseguem por isso a música é uma paixão e tem de ser encarada dessa forma…”, realça o músico.

Em 2008, DD Peartree consegue fazer chegar alguns dos seus temas a rádios regionais e conseguiu também juntar dinheiro para gravar o primeiro álbum: metade foi gravado na Madeira e outra metade em Viana do Castelo para sair mais barato. O “Twists and Turns” ficou pronto em 2010 mas só foi lançado em 2012 por uma editora…norueguesa. “Não consegui editora em Portugal, apesar de ter tido temas a passar na Super FM durante largos meses e na Antena 3 nacional. Em 2010 fui incluído na FNAC Novos Talentos, que foi quase uma rampa de lançamento para mim”, assume.

Da Noruega surgiu depois o interesse no lançamento do álbum mas com a condição de este ter de ser promovido lá. “Voltei para lá, para um mercado grande, que é menos focado no que é mais comercial, e tive relativo sucesso. Andei a tocar muito, passei muitos nas rádios e causei algum interesse na imprensa”, conta, lembrando que o regresso à Madeira aconteceu no final de 2013.

O futuro será sempre dividido entre a música e outra paixão de Dieter Pereira – a agricultura biológica. Contacto com a natureza que preenche a vida do jovem músico que olha para a vida de forma realista mas ambiciosa.

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Fé, autoconhecimento, desafio. São várias razões que levam um peregrino a se aventurar pelos Caminhos de São Tiago de Compostela. No caso do madeirense Carlos Pereira Silva, o gosto pela caminhada e pela natureza aliou-se à paixão pela fotografia.  carlos pereira silva

Os Caminhos de Santiago são os percursos que afluem a Santiago de Compostela desde o século IX para venerar as relíquias do apóstolo Santiago Maior cujo suposto sepulcro foi descoberto no século IX.

sao tiago
FOTO Samuel Santos

Segundo a tradição medieval, o eremita Paio alertado por luzes noturnas, que se produziam no bosque de Libredão, avisou o bispo de Iria Flavia, Teodomiro, que descobriu os restos de Santiago Maior e de dois dos seus discípulos. Atualmente há rotas por toda a Europa, mapas online e até percursos assinalados com GPS.

Entre Portugal e Espanha, o itinerário Tui – Santiago está assinalado com setas, um feito concluído na primavera de 2006 por um grupo de portugueses e espanhóis. Pelo caminho, há também uma lista de albergues peregrinos que permitem algum descanso a um preço simbólico, sendo para isso necessário mostrar a credencial de peregrino que pode ser obtida em http://www.jacobeus.web.pt/

40 km sempre a andar

Carlos Pereira Silva
FOTO Carlos Pereira Silva

Carlos Pereira Silva iniciou-se nos Caminhos de São Tiago de Compostela em Abril de 2013, em Saint-Jean Pied de Port. Optou pelo caminho francês, “o mais longo”.

“Fiz 9 percursos com uma média de 40 km. Voltei em 2014 e fiz mais 9 percursos e vou regressar em Abril deste ano. Espero chegar a Santiago de Compostela no próximo ano”, exclama.

Para ser peregrino, a condição física é essencial, conta o fotógrafo amador. A ‘aventura’ exige preparação e indumentária apropriada. A escolha das botas que devem ser ‘amaciadas’ antes da partida é essencial para evitar problemas nos pés. E existem páginas onde publicam listas dos objetos que são obrigatórios levar para uma viagem destas.

“O ano passado tive de ser assistido. Fiz um grande golpe na planta do pé e foi graças a uns pensos especiais e ao cuidado do uma enfermeira que terminei a caminhada”, alerta Carlos Pereira da Silva.

Planear bem a altura do ano para se fazer o trajeto acaba também por ser importante, lembra o peregrino. “Eu escolhi Abril para fugir ao calor. É preciso ver que são 40 km a andar”.

credencialO madeirense parte em Abril e a na companhia de um amigo, com quem partilha o gosto pelo contacto com a natureza e a vontade de conhecer pessoas de todo o Mundo.

“Regresso nos primeiros dias de Maio a Lisboa e, no dia 8, encontro-me com um grupo de peregrinos de Tires com o qual faço, há anos, o percurso da Expo a Fátima a pé”, adianta.

Embora uma parte considerável dos peregrinos escolha o mês de Julho para percorrer o seu caminho de São Tiago – até porque a Igreja católica assinala anualmente o ‘Martírio do Apóstolo São Tiago Maior’  a 25 de Julho -, há caminhantes ao longo de todo ano.

No Porto, por exemplo, a Casa Diocesana – Seminário de Vilar disponibiliza, desde o final do mês do Janeiro, um albergue para os peregrinos de Santiago de Compostela com 12 camas e cuja contribuição é livre e voluntária.

Sancho Freitas / Diretor Financeiro do CS Marítimo

A propósito de economia…

Tive oportunidade de assistir à apresentação da estratégia para o turismo da Madeira, elaborada pela KPMG. Aplaudo a iniciativa da ACIF mas confesso que lhe reconheço valor pelo diagnóstico que faz e não tanto pela terapêutica que prescreve.

Diagnóstico à parte, o documento sugere que a Ilha da Madeira deve avançar para um posicionamento que “passa por uma nova forma de estruturação do produto e da sua comunicação, mais direcionada à experiência do turista”. Em “concreto”, que se evolua de um modelo focado no “clima ameno e sol de verão em ambiente natural” para um outro, da “natureza complementada com a cultura e gastronomia”. E quantifica uma série de objetivos em diversos indicadores, de forma estranhamente precisa.

Quanto ao Porto Santo, propõe que se abandone o foco atual, de destino de “praia alavancado com a incorporação de conceitos ambientais e sociais” para o de “bem-estar com a praia como complemento diferenciador”.
Soube-me a pouco. Uns dirão que, por versar sobre estratégia, teria de ser mesmo assim. Respeito.

A propósito de política…

Primeiro. Admito estar enganado, mas esta coligação “liderada” pelo PS-Madeira, com Victor Freitas ao leme, não vai além dos serviços mínimos. Em concreto, cumprir aquele que me parece ser o seu primeiro propósito: assegurar a manutenção dos actuais mandatos e prevenir danos maiores. Via aberta para Miguel Albuquerque.

Segundo. Um novo sistema fiscal regional, desenhado para as nossas necessidades e em função das nossas especificidades, é fundamental para a Região. Não pode é ser concebido no contexto de uma campanha eleitoral, ser votado na ALM já no contexto de uma outra e discutido de urgência em Lisboa numa altura em que a governação da Madeira se encontra “em gestão”. Importa insistir.

Mas também não se pode, por veleidade, vender a ideia de que, num “passe de mágica”, de uma assentada e de forma imediata, é possível reduzir drasticamente a taxa de IRC e, em simultâneo, aumentar a receita fiscal regional de 125 M€ para 1.500 M€ /ano.

A propósito de nada…

“Um filósofo menor falava sem parar com Aristóteles e não deixava de o ir provocando com algumas críticas. Aristóteles nada dizia. Estranhando esta atitude, interpelou-o:
– As minhas palavras não são para ti um incómodo?
– Não, meu amigo. Há muito tempo que deixei de te ouvir.“

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Com a pala já praticamente toda em baixo, a segunda fase da obra do estádio dos Barreiros deverá abrandar um pouco depois da demolição total da antiga bancada central.

As atenções irão então voltar-se para a conclusão de alguns trabalhos relacionados com a primeira fase, sendo que quando tudo estiver terminado os trabalhadores regressam ao outro lado do recinto.

Tal como o AgoraMadeira já tinha noticiado, o financiamento para a segunda fase está assegurado e, segundo apurámos, serão apenas necessários os 6.5 milhões de euros previstos no contrato programa estabelecido com o Governo Regional para o ano de 2015 para que todo o estádio possa ficar operacional.

E operacional não significa que fique todo concluído já que muitos dos interiores não poderão ficar 100 por cento terminados. Contudo, os camarotes ficarão feitos, assim como as áreas comerciais previstas, aspetos fundamentais para a rentabilidade do estádio.

O AgoraMadeira sabe que até agora foram gastos 15 milhões de euros na obra, sendo que com mais 6.5 milhões, o custo da remodelação quase total do estádio dos Barreiros ficaria então em 21 milhões e meio de euros, ou seja, menos 18 milhões de euros em relação ao projeto inicial que custava 39 milhões e meio de euros.

MODALIDADES AMADORAS NO NOVO ESTÁDIO

De forma a potenciar mais a utilização da infra-estrutura durante toda a semana, assim como para “desanuviar” mais o já sobrelotado Complexo Desportivo do Marítimo, em Santo António, no novo estádio dos Barreiros estão previstas várias áreas destinadas às modalidades amadoras do clube.

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Um avião da TransAsia despenhou-se no rio Keelung, perto de Taipé, a capital de Taiwan. Levava 58 pessoas a bordo (incluindo três tripulantes) e as informações mais actualizadas dão conta da existência de pelo menos 23 mortos.

O avião, um ATR-72, tinha acabado de levantar voo do aeroporto de Taipé e dirigia-se para as ilhas Kinmen, junto à costa chinesa. O voo durou apenas três minutos.

Não se sabe ainda qual a causa do acidente, mas segundo a agência Reuters a última comunicação dos pilotos terá sido “Mayday, Mayday, engine flameout”.

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A nova administração da RTP garante que não tem qualquer intenção de fazer um despedimento colectivo, embora avise que a empresa estando fragilizada em algumas áreas, terá também trabalhadores a mais noutras. “Por vezes é possível que seja preciso deixar sair alguma quantidade para que entre alguma qualidade”, disse esta manhã o presidente indigitado, Gonçalo Reis aos deputados da Comissão para a Ética, Cidadania e Comunicação.

“Não vai haver despedimento colectivo; a figura do despedimento não existe connosco, não a vamos aplicar, não vamos trabalhar com esse cenário! O fantasma do despedimento colectivo, que desestabiliza a empresa, é uma carta que não vamos jogar”, assegurou novo homem-forte da administração da RTP.